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Empresários do Algarve “não vão baixar os braços” – NERA

(Foto de Arquivo)

O presidente do NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, Vítor Neto, prometeu esta semana que os empresários da região acreditam no futuro da economia algarvia e “não vão baixar os braços” face à crise.

“Os empresários do Algarve não vão baixar os braços perante a crise. Acreditam no futuro da economia da região. Irão resistir e continuar a lutar com todas as suas forças para retomar a dinâmica da sua atividade e das suas empresas”, garantiu o líder do NERA, em comunicado.

A “quebra brutal do principal setor económico da região - o turismo -, com impacto não só no alojamento e na restauração, mas em muitos outros setores” envolve milhares de empresas, que sofrem com perda de faturação, peso “insuportável” de custos fixos, “situações financeiras difíceis”, encerramentos e desemprego, enumera o dirigente empresarial.

Contudo, Vítor Neto assegura que as empresas pretendem “enfrentar a situação” com “pontos de partida obrigatórios” e “certezas incontornáveis”.

“Primeira. A retoma do turismo internacional vai mesmo acontecer. O seu ritmo e consistência vão depender de vários fatores; Segunda. Portugal (com o Algarve como principal destino) faz parte há várias décadas, de forma consolidada deste quadro global do turismo. O que é significativo; Terceira. O Algarve tem todas as condições para continuar a acreditar na importância do turismo, apesar das fortes quebras de 2020 e das incertezas da retoma. Possui uma oferta rica e diversificada, uma imagem consolidada, prestígio internacional. O turismo é não só o principal setor como é o setor estratégico, o motor, da economia do Algarve”, sustenta o presidente do NERA.

Principal preocupação deve passar pelo controlo da pandemia

Vítor Neto ressalva que “os obstáculos incontornáveis à recuperação da dinâmica do turismo são claros e muitos não dependem” dos empresários, mas a principal preocupação passará pelo controlo da pandemia, através do controlo e eliminação dos surtos e da expansão da vacinação a nível global.

Com estes cenários, o dirigente aponta duas hipóteses: “uma retoma moderada de valor incerto”, a partir do segundo semestre de 2021, “com perspetiva de evolução positiva em 2022 e de atingir valores próximos de 2019 em 2023”; ou “uma retoma ainda mais moderada, com um processo mais lento em 2021 e 2022 e que se prolongue ainda por 2023, podendo atingir apenas em 2024 valores próximos de 2019”.

Os desafios para Portugal passam por “garantir um lugar de primeira linha” neste processo de controlo da pandemia, “que lhe garantam um estatuto e uma imagem de segurança sanitária dentro dos parâmetros exigidos internacionalmente”.

Já as empresas, assinala o NERA, “não podem viver de promessas e ilusões”, pelo que “vão ter de continuar a resistir para se manterem em vida e a lutar para acompanhar o processo de retoma na velocidade que as circunstâncias exigirem”.

“Devem procurar melhorar a sua saúde financeira e operacional utilizando para isso as medidas de apoio disponibilizadas pelo governo. Devem procurar melhorar a estrutura funcional das suas empresas, e consolidar o emprego, manter e renovar a qualidade dos seus produtos e da sua oferta para responder aos novos desafios da concorrência internacional”, conclui Vítor Neto.



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