Vila do Bispo: Sistema informático do centro de saúde inoperável há meses – PCP

O grupo parlamentar do PCP exigiu ao governo a resolução urgente do problema informático que afeta o sistema informático do centro de saúde de Vila do Bispo, alegadamente “inoperável” há quatro meses.

“Que razões justificam que um problema já ocorrido em 2019, tenha voltado a acontecer e se encontre por resolver há cerca de 4 meses, ainda não tenha sido solucionado? Que medidas vai o Governo tomar para que o problema informático seja urgentemente resolvido?”, questionam os deputados comunistas João Dias e Paula Santos no requerimento apresentado na Assembleia da República.

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O centro de saúde de Vila do Bispo serve uma população de 5.436 utentes, dos quais 45,55% são idosos, o que representa 7.466 unidades ponderadas, na medida em que se trata de uma população “com elevada necessidade de cuidados de saúde”.

Segundo os parlamentares, o espaço confronta-se com “dificuldades no seu regular funcionamento” desde 2 de dezembro, altura em que devido a um problema no sistema informático ocorreu “uma inoperabilidade”, impossibilitando o acesso, pelos profissionais de saúde, ao registo clínico dos utentes.

“Por conseguinte, as consultas agendadas foram canceladas ou adiadas. Situação que não é exclusiva da sede do centro de saúde, sendo também extensível às extensões de saúde em todo o concelho”, refere o PCP.

Segundo os comunistas, os cuidados de saúde prestados no centro de saúde “ficam limitados”, estando “em causa” o devido acompanhamento da população de Vila do Bispo.

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“Chegaram ao grupo parlamentar do PCP informações de que está por resolver um problema informático por falta de uma componente de hardware que necessita de ser adquirida no estrangeiro e, ao que se sabe, até à data desconhecem-se as medidas tomadas para responder à situação que ainda permanece”, acrescenta o requerimento.

PCP considera situação  “inaceitável e incompreensível”

O PCP considera “inaceitável e incompreensível” que a situação se mantenha, quatro meses depois do seu surgimento e diz que “é tanto mais inaceitável” por ser uma situação recorrente – já tinha ocorrido em novembro de 2019.

“Seria de esperar que a sua resolução já tivesse ocorrido ou pelo menos fosse mais célere e não levantasse as dificuldades a que se tem assistido, pondo em causa o acesso à saúde dos utentes e o regular exercício dos profissionais do centro de saúde de Vila do Bispo”, sustentam os deputados, lembrando que a reabertura da extensão de saúde de Sagres, em plena situação pandémica e previamente encerrada para obras, representou “uma importante garantia nas condições de acesso à saúde” para a população da freguesia.

Relativamente à extensão de saúde de Budens, o serviço é efetuado numa sala da junta, “em condições que manifestamente não são adequadas para a prestação de cuidados de saúde à população nem para o trabalho dos profissionais de saúde”, assinala ainda o PCP.



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