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Vento do Saara arrasta poeira radioativa até França

© Foto / Sergei Kud-Sverchkov / Roscosmos

Apesar dos valores não apresentarem perigo à saúde, especialistas relembram que a radioatividade é algo muito difícil de destruir.

A poeira vinda do deserto do Saara, tendo sido arrastada por ventos fortes até França e outros países europeus no mês passado, de acordo com o SputnikNews, não só provocou uma cor peculiar nos locais para onde foi levada como também levou consigo níveis anormais de radioatividade, segundo reporta a Associação Francesa para o Controle de Radioatividade no Oeste (ACRO, na sigla em francês).

Recentemente, uma equipa de especialistas realizou testes das amostras de poeira do Saara recolhidas nas montanhas do Jura, perto da fronteira francesa com a Suíça, detetando quantidades relativamente elevadas de césio-137, um produto resultante da fusão nuclear, segundo noticia o SputnikNews.

 

Uma nova nuvem vai atravessar Espanha, França, Reino Unido e Irlanda nos próximos dias. O serviço de monitoramento da atmosfera Copernicus e o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo iniciaram previsão em profundidade óptica de aerossol em 27 de fevereiro. Portugal foi também atingido, como se pode ver na imagem, colorindo o Algarve e Alentejo.
Poluição radioativa

Mesmo que estes valores não coloquem em risco a saúde pública, o fato é que a França está a receber de volta radiação nuclear que criou há mais de 60 anos, fruto dos testes nucleares conduzidos no deserto da Argélia, quando ainda detinha colónias no continente africano.

Céu amarelo em 6 de fevereiro: poluição radioativa vinda do Saara é revelada pela ACRO, num laboratório de Caen.

De acordo com o cientista Pierre Barbey, no sul da Argélia "a população vive diariamente com estes restos de césio-137", e algumas de suas terras ainda estão bastante contaminadas.



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