Preço da água no Algarve vai aumentar e todos terão que pagar

Seguro Pomarão e Dessalinizadora vão avançar

O preço da água no Algarve vai aumentar para sustentar projetos de eficiência hídrica na região algarvia, afirmou esta terça-feira o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, quando entreviu num seminário ‘online’ sobre a porção do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) dedicada aos recursos hídricos, segundo noticia avançada pela Agência Lusa.

“Vai haver um aumento do preço da água no Algarve, mas o aumento nunca será grande, mas será suportado também pelos grandes consumidores da agricultura e golfe”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.

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O governante justificou esse aumento com a necessidade de garantir o funcionamento de dois projetos que serão “um seguro”  para garantir que não haverá menos água no Algarve nas próximas décadas, a ligação de uma captação de água do Guadiana, no Pomarão, com ligação à barragem de Odeleite, projeto que custa 55 milhões de euros, e a dessalinização de água do mar, que custa 65 milhões.

Em relação aos dois projetos, Matos Fernandes disse que a dessalinização “tem impacto ambiental, a sua localização exata terá que ser muito bem pensada e avaliada com muitíssimo cuidado”. A sua concretização “não pode significar um aumento apenas nos consumidores domésticos”, ilustrando que “todos os setores terão que pagar o prémio deste ‘seguro’”, que se destinará ao que custa manter os projetos a funcionar, uma vez que o investimento para os fazer é comparticipado a 100 por cento.

“A agricultura e o golfe vão ser chamados a comparticipar”, afirmou, indicando que o Governo ainda está a calcular como o aumento será calculado e qual a parte que caberá a estes dois grandes consumidores de água.

O aumento vai ter que se repercutir de forma horizontal

Poderá ter como base de cálculo a percentagem dos consumos ou a percentagem de taxa de recursos hídricos paga, adiantou Matos Fernandes, que disse ser certo que “o aumento vai ter que se repercutir de forma horizontal”.

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O ministro referiu que o “seguro Pomarão” não terá que ser usado todo o ano, mas sobretudo “de outubro ou novembro a abril”, para garantir que a barragem de Odeleite tem água suficiente para abastecer o Sotavento. No entanto, a dessalinizadora “tem que funcionar sempre, embora com quantidades diferentes, porque se parar, avaria”.

João Pedro Matos Fernandes afirmou que o compromisso para os próximos anos não poderá ser dar “muito mais água ao Algarve, mas prometer que o Algarve não vai ter menos água nos tempos mais próximos”.

O governante declarou que a ideia-chave é eficiência, e é para isso que estão destinados 200 milhões de euros para a região no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência da União Europeia (UE).

Além do dinheiro que será aplicado nos “projetos-seguro”, haverá 35 milhões de euros para redução de perdas de água na rede urbana, 17 milhões para aumentar a eficiência e reduzir perdas na agricultura, cinco milhões para governança dos recursos e 23 milhões para promover a utilização de águas residuais tratadas.



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