A Cruz Vermelha distribuiu alimentos aos residentes locais após um terremoto na vila de Damasi, centro da Grécia (AP Photo / Vaggelis Kousioras)

Grécia: Milhares de pessoas na rua após forte terramoto

População assustada mantém-se na rua assistindo às réplicas que se seguiram

Com medo de voltar para suas casas, milhares de pessoas no centro da Grécia estão passar a noite desta quarta feira (03) ao ar livre depois de um forte terramoto ter sido sentido em toda a região, danificando algumas casas e prédios públicos.

O terremoto, segundo uma notícia da AP News, fez tremer a terra com uma magnitude 6,0 na escala de Richter, tendo atingido a região mais próxima da cidade central de Larissa. Um homem ficou ferido com a queda de destroços, mas nenhum ferimento grave foi relatado.

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De acordo com a AP News, as autoridades relataram danos estruturais, principalmente em casas e prédios antigos que viram as paredes desabarem ou abrir rachas. Um deles era uma escola primária, construída em pedra em 1938, no vilarejo de Damasi, atingido pelo terremoto, onde 63 alunos frequentavam as aulas.

“Os professores mantiveram a calma e os alunos aderiram ao exercício de emergência, e todos saíram bem”, disse o diretor Grigoris Letsios durante uma videochamada com o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis. “O prédio estará condenado agora ... Vamos precisar de uma nova escola.” - relata a AP News.

O exército montou tendas e balcões de refeição num campo de futebol próximo, enquanto as autoridades locais instavam as pessoas a permanecer fora de suas casas até que pudessem ser inspecionadas. Uma série de réplicas / tremores secundários de magnitude 5,2 manteve muitos residentes nervosos.

“Você já viu como as árvores se movem quando o vento sopra? Foi assim que as casas se moveram”, disse o residente de Damasi, Vangelis Mouseris.

“Eu fiquei parado como uma estátua. Eu me perguntei de quem seria a casa que iria cair? A casa do vizinho? Minha casa? Nunca senti algo assim antes” - descreveu o residente.

O terramoto ocorreu às 12:16 horas (10:15 GMT), de acordo com o Instituto Geodinâmico de Atenas, e também foi sentido nas vizinhas Albânia e Macedónia do Norte, assim como no extremo norte de Kosovo e Montenegro.

O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, telefonou para seu homólogo grego, Nikos Dendias, para transmitir solidariedade e oferecer assistência se necessário, de acordo com autoridades dos dois países vizinhos - que são rivais regionais de longa data.

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A ministra das Relações Exteriores da Albânia, Olta Xhacka, também ligou para Dendias para expressar o seu apoio.

Terramoto teve origem numa falha geológica a 8 quilómetros de profundidade

Em Atenas, segundo relata a AP News, o sismólogo Vassilis Karastathis disse aos repórteres que o terramoto foi originado numa falha geológica na área que, historicamente, não produziu tremores de magnitude muito maior do que o de quarta-feira. Ele disse que a atividade pós-terramoto parecia normal até agora, mas especialistas monitoravam a situação.

“O terramoto ocorreu numa profundidade estimada de apenas 8 quilómetros e essa foi uma das razões pelas quais foi sentido tão fortemente na região”, disse Karastathis, que é vice-diretor do Instituto Geodinâmico de Atenas.

O chefe das forças armadas da Grécia estava na área atingida pelo terramoto para ajudar o serviço de emergência, e os helicópteros do Corpo de Bombeiros foram usados ​​antes do anoitecer para avaliar os danos causados nas construções ao redor das cidades gregas centrais de Tyrnavos, Elasona e noutros lugares perto do epicentro.

O corpo de bombeiros disse que recebeu várias ligações na quarta-feira para lidar com emergências médicas, ajudando pacientes com várias condições crônicas a terem acesso ao hospital, já afetados pela pandemia.

A Grécia encontra-se numa região sismicamente ativa. A grande maioria dos terramotos não causa danos ou ferimentos, muitos deles ocorrendo no fundo do mar.

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Em outubro passado, um terramoto que atingiu a ilha grega de Samos, no leste do Mar Egeu e a vizinha costa turca matou dois estudantes do ensino médio em Samos e pelo menos 75 pessoas na Turquia.
Em 1999, um terremoto perto de Atenas matou 143 pessoas.



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