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Misturar doses das vacinas Pfizer e AstraZeneca é seguro

EFE/EPA/GIUSEPPE LAMI

Resultados preliminares do estudo CombivacS confirmam que misturar ambas marcas é seguro e eficaz

As pessoas vacinadas com uma primeira dose da AstraZeneca que receberam depois uma segunda da vacina Pfizer aumentaram a resposta imunitária contra a Covid-19 sem terem registado um aumento dos efeitos secundários conhecidos, na sua imensa maioria leves e moderados.

Este é o resultado do estudo CombivacS, que hoje é notícia na agência EFE, promovido pelo espanhol Instituto de Saúde Carlos III, cujos resultados preliminares confirmam que misturar ambas marcas é seguro e eficaz.

"Só podemos concluir que a administração de uma dose de reforço é altamente imunogénica e segura, e as reações adversas são semelhantes naqueles que tiveram uma única administração de outras vacinas e em nenhum caso foram graves", resumiu Jesús Antonio Frías, coordenador da Rede de Investigação Clínica do ISCIII e chefe do Serviço de Farmacologia Clínica do Hospital La Paz.

Ou seja, segundo a agência EFE, a combinação da Vaxzevria com a Cominarty (nomes comerciais de ambos fármacos) aumenta bastante a resposta do sistema imunitário: os anticorpos IgG multiplicaram-se até 150 naqueles que receberam uma segunda dose de Pfizer em comparação com aqueles que ficaram com uma única dose de AstraZeneca.

Entretanto, os anticorpos neutralizantes foram multiplicados por 7, um aumento ainda maior do que o descrito com outras diretrizes de vacinação homólogas, detalhou a diretora do ISCIII, Raquel Yotti.

O estudo conseguiu recrutar 678 voluntários em cinco hospitais espanhóis que foram divididos aleatoriamente num grupo de intervenção, composto por 441 participantes que foram injetados com a segunda dose da Pfizer entre 8 e 12 semanas após terem recebido a dose da AstraZeneca, e um grupo de controlo, composto por 232 que não completaram o regime com nenhuma vacina.

A idade média em ambos os grupos era de 44 anos, e pouco mais de metade (56%) eram mulheres.

Por outro lado, segundo veiculado pela notícia da EFE, os efeitos adversos observados estão dentro da gama esperada, são suaves ou moderados e ocorrem principalmente entre 2 a 3 dias após a injeção e depois desaparecem.

De acordo com Magdalena Campins, chefe do Serviço de Medicina Preventiva e Epidemiologia do Hospital Vall d'Hebron, os participantes relataram reações adversas que são praticamente "sobreponíveis" às reveladas pelo estudo da Pfizer na terceira fase.



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