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Obra da central de secagem solar de lamas da ETAR de VRSA adjudicada

A Águas do Algarve adjudicou a empreitada da central de secagem solar de lamas da ETAR de Vila Real de Santo António por cerca de 1,9 milhões de euros, com um prazo de execução de 355 dias.

A conceção/construção foi adjudicada, por 1.958.000 euros, ao consórcio Nov Pro Construções SA/ Lena Engenharia e Construção, SA/ Suez Treatment Solutions, SA, anunciou hoje a empresa.

A ETAR de VRSA produz anualmente, como resultado do processo de tratamento de águas residuais, cerca de 3.600 toneladas de lamas, volume que representa um custo anual de cerca de 121.000 euros para envio a destino final com um teor médio de matéria seca de 21%.

“Dadas as condições climatéricas da região do Algarve, nomeadamente o elevado número de dias de sol, é favorável a construção de um sistema de secagem solar de lamas que permita obter um índice de sicidade significativamente superior e consequentemente obter-se uma redução do volume, peso e custo de envio a destino final das lamas produzidas na ETAR”, salienta a empresa.

Neste contexto, a obra visa “complementar a fase sólida do sistema de tratamento da ETAR de Vila Real de Santo António, adicionando uma nova etapa de secagem solar das lamas produzidas”.

A empreitada consiste na construção de uma estufa para secagem das lamas incluindo sistema de transporte das lamas desidratadas para a estufa, sistema de remoção da estufa e transporte para galera de armazenamento; numa báscula de pesagem; e na integração da instalação no sistema de telegestão de saneamento da AdA.

Mais-valias ambientais e económicas

Ao nível ambiental, a empreitada apresenta “mais-valias”, como “uma melhor qualidade das lamas produzidas” e “uma redução do número de transportes necessário para envio das lamas a destino final”, enquanto do ponto de vista económico constata-se que “o retorno do investimento estimado será inferior ao período do atual contrato de concessão em vigor”.

A construção da central de secagem solar de lamas tem ainda as vantagens de “o transporte das lamas entre a desidratação mecânica e a estufa ser curto, o que permite que seja facilmente automatizado e, como não existem locais sensíveis nas proximidades, ser desnecessário construir uma nova desodorização, facto que reduz o valor do investimento”, explica a Águas do Algarve.

Pretende-se, acrescenta a empresa, um volume mínimo de armazenamento de lamas desidratadas correspondente à produção de lamas de 1 mês, uma sicidade mínima das lamas à saída das instalações de 70% e um número de estufas de secagem solar suficientes tendo em conta a capacidade para processar cerca de 4.000 toneladas/ano de lamas desidratadas e uma capacidade mensal máxima de alimentação de 500 toneladas de lamas/mês (em matéria original) e capacidade média mensal de alimentação de 300 toneladas lamas/mês (em matéria original), além das condições meteorológicas do local e da operacionalidade global do sistema.

O sistema de tratamento da Estação de Tratamento de Água Residual (ETAR) de Vila Real de Santo António (VRSA) foi concebido para receber efluentes das localidades da Fábrica, Altura, Manta Rota, Monte Gordo, Junqueira e Casto Marim, conduzidos através de um sistema intercetor elevatório composto por 14 elevatórias com 33 quilómetros de extensão, dos quais 18 quilómetros correspondem a condutas elevatórias e 15 quilómetros a coletores gravíticos.

Com a sua construção e entrada em funcionamento, em 2009, foi possível aumentar a área anteriormente servida nos concelhos de VRSA e Castro Marim e desativar as ETAR de Manta Rota, Altura e Castro Marim.

A instalação possui capacidade para tratar 20.965 m3/dia correspondente a uma população máxima de 58.233 habitantes equivalentes, estimada para o ano horizonte.



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