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Britânicos vacinados deverão poder voltar a viajar em breve

Manchester, Grã-Bretanha, em 21 de junho de 2021. REUTERS / Phil Noble

Governo britânico está "a trabalhar num plano para pessoas duplamente vacinadas" viajarem sob um regime de testes, "ao invés de terem que ter quarentena"

A Grã-Bretanha está a trabalhar para diminuir as restrições de viagens para pessoas totalmente vacinadas de modo a permitir que as pessoas aproveitem as férias de verão nas praias da Europa, mas os planos ainda não foram finalizados, disse o secretário de Saúde Matt Hancock esta terça-feira (22).

Atualmente, segundo a notícia publicada pela agência Reuters, os cidadãos britânicos estão essencialmente impedidos de viajar para a maioria dos países - incluindo os da União Europeia - porque as regras de quarentena e teste são muito complicadas e dispendiosas.

Os turistas britânicos são os segundos maiores compradores de férias na Europa, depois dos alemães, então a sua ausência prejudica as economias do sul da Europa, designadamente Portugal e a região do Algarve, enquanto o setor de turismo britânico está a sofrer com uma perda ruinosa de rendimento devido às restrições.

De acordo com a Reuters, Hancock disse à Sky News que o governo queria permitir que as pessoas tivessem férias em família no exterior, mas apenas quando fosse seguro fazê-lo.

“O objetivo do programa de vacinação é poder remover as restrições e manter as pessoas seguras com a vacina, e não com essas regras”, disse Hancock à LBC.

“Portanto, estamos a trabalhar num plano para pessoas duplamente vacinadas, usando testes, para ter esse regime de testes em vigor, ao invés de ter que ter quarentena, em algumas circunstâncias”, disse.

Questionado pela Sky se as pessoas vacinadas teriam a sua liberdade de volta em agosto e assim aproveitariam um feriado no exterior este ano, Hancock disse que, no seu entendimento, as pessoas queriam a sua liberdade de volta.

Durante meses, os ministros britânicos deram uma série de sinais contraditórios sobre quando e como as regras de viagem seriam flexibilizadas mais de um ano desde que as restrições mais onerosas na história dos tempos de paz da Grã-Bretanha foram impostas para deter o vírus.

O primeiro-ministro Boris Johnson, de acordo com a Reuters, disse na segunda-feira (21) que os viajantes enfrentariam problemas e atrasos este ano se procurassem viajar para o exterior, porque a prioridade seria manter o país seguro.

“Quero enfatizar que este vai ser, aconteça o que acontecer, um ano difícil para viajar: haverá problemas, haverá atrasos, receios, porque a prioridade tem que ser manter o país seguro e impedir que o vírus volte", declarou Johnson.

Questionado sobre se o governo estava procurando flexibilizar as regras para aqueles que foram vacinados duplamente, Johnson disse:

"Estamos analisando, mas quero enfatizar que a ênfase será garantir que possamos proteger o país do vírus quando [os viajantes] estiverem voltando."

Johnson, que demorou a impor um bloqueio inicial em 2020, teme mover-se rápido demais para abrir as viagens, já que, a variante Delta detetada pela primeira vez na Índia está a espalhar-se.

Recorde-se que a Grã-Bretanha tem o sétimo maior número de mortes de Covid-19 em todo o mundo, de quase 128.000 mortes, mas tem um dos lançamentos de vacina mais rápidos do mundo, com 80% dos adultos tendo recebido a primeira dose da vacina Covid-19 e quase 60% uma segunda dose administrada.



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