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Vacina CoronaVac do Instituto Butantan aprovada pela OMS

Foto: Instituto Butantan, Brasil

A OMS anunciou a sua aprovação ao uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan (Brasil), mas há dúvidas na UE

Sucede que entretanto, dúvidas surgiram acerca da homologação da vacina CoronaVac do Instituto Butantan (Brasil), pelo que solicitámos junto da referida instituição um esclarecimento acerca da aprovação da vacina por Portugal e pela União Europeia, em 01 de junho e, prontamente, fomos esclarecidos com a seguinte nota:

«Nesta terça (01 de junho), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou sua aprovação ao uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O comunicado foi feito em coletiva de imprensa pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Estou feliz em anunciar que a vacina da Sinovac recebeu autorização para uso emergencial da OMS após ser considerada segura, efetiva e de qualidade garantida com duas doses”, afirmou Tedros. “Além disso, os requisitos simples de armazenamento tornam a vacina muito adequada para locais com poucos recursos”, completou ele.

A CoronaVac é a sexta vacina aprovada pela OMS para uso emergencial no contexto da pandemia. Com isso, todas as três vacinas atualmente em aplicação no Brasil contra a Covid-19 passam a contar com o aval da organização.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o procedimento “avalia a adequação de novos produtos de saúde durante emergências de saúde pública" com o objetivo de "disponibilizar medicamentos, vacinas e diagnósticos o mais rápido possível para atender à emergência, respeitando critérios rigorosos de segurança, eficácia e qualidade”.

A CoronaVac está sendo utilizada no Brasil desde janeiro, sendo que mais de 47 milhões de doses já foram encaminhadas ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde.

Nesta semana, os primeiros resultados do Projeto S – estudo clínico do Butantan que avalia a eficácia do imunizante no mundo real por meio da vacinação da população do município de Serrana, interior de São Paulo – demonstraram que a vacina fez os casos sintomáticos de Covid-19 na cidade despencarem 80%, as internações, 86%, e as mortes, 95%.»

Deste modo, atendendo-se a que a pandemia não é uma exclusividade de países ou regiões e que todos os seres humanos deste planeta, estejam onde estiverem, têm direito ao mesmo tratamento sanitário e seu reconhecimento, fica o apelo às autoridades nacionais portuguesas (SNS) e à Comissão Europeia em especial, no sentido de incluir a vacina CoronaVac na listagem de imunidades devidamente reconhecidas como tal.
Portugueses que se encontram fora do país carecem desse reconhecimento pátrio.



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