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Variante Delta faz recorde de mortes na Rússia por Covid-19

Profissionais de saúde carregam paciente com suspeita de ter Covid-19 para um hospital em Kommunarka, nos arredores de Moscovo. Foto: Alexander Zemlianichenko/AP

Número de óbitos superou o pico da 2ª onda na Rússia, o país com mais vítimas da Europa. Já a Austrália tem sido um exemplo, mas em ambos a vacinação é lenta.

O avanço da variante Delta tem provocado um agravamento da pandemia em diversos países. A Rússia, de acordo com uma notícia veiculada pelo G1 (Brasil) registou hoje, terça-feira (29), um recorde diário de mortes por Covid-19 e a Austrália determinou o confinamento de quase 10 milhões de pessoas (cerca de 40% da população do país).

A Rússia registou 652 mortes por Covid-19 e mais de 20 mil casos confirmados nas últimas 24 horas. O pico anterior da pandemia tinha sido registado no final de dezembro, no auge da segunda onda da pandemia no país.

De acordo com a G1, o principal foco de contágios e mortes no país, causou 121 óbitos em Moscovo e 119 em São Petersburgo. A segunda maior cidade da Rússia receberá na sexta-feira (2) uma partida dos quartos de final do Europeu de Futebol, entre Suíça e Espanha.

Autoridades da Finlândia revelaram na segunda-feira (28) que cerca de 300 adeptos da equipa que voltaram ao país depois de assistirem aos jogos do torneio de futebol em São Petersburgo testaram positivo.

Preocupação global

A variante Delta (antes conhecida como variante indiana) é uma das quatro de maior preocupação global (VOCs, na sigla em inglês). As outras três são a Alfa (variante britânica), a Beta (sul-africana) e a Gama (brasileira ou P.1).

Mas esta variante Delta é mais contagiosa e, segundo a notícia veiculada pelo G1, reduz a eficácia das vacinas contra a Covid-19, principalmente se a pessoa tomou apenas uma dose.

Rússia, o país mais afetado da Europa

A Rússia tem oficialmente 134.545 mortes causadas pelo coronavírus e é o país mais afetado da Europa. Mas a agência de estatísticas Rosstat, que contabiliza também os óbitos decorrentes da Covid-19, já contabilizava quase 270 mil vítimas no fim de abril, há dois meses.

Quase 90% dos novos casos em Moscovo são provocados pela variante Delta, segundo o presidente da capital russa, Serguei Sobianin. A cidade está atualmente com 75% das camas ocupadas com pacientes infetados pelo Covid-19 e adotou as primeiras restrições em quase seis meses.

A capital russa voltou a determinar o trabalho remoto para ao menos 30% das pessoas não vacinadas, passou a obrigar a vacinação dos funcionários do setor de serviços e criou um "passaporte" para permitir a entrada em restaurantes.

Praça do Palácio em São Petersburgo, na Rússia, para as festas de formatura do Scarlet Sails em 25 de junho de 2021 — Foto: Dmitri Lovetsky/AP

 

Austrália

Quase 10 milhões de australianos receberam a ordem do governo para cumprirem um confinamento a partir da noite desta terça-feira (29) em várias cidades do país, devido ao aumento no número de casos.

Habitantes de Sydney (sudeste), Darwin (norte) e Perth (oeste) já estão em lockdown. Agora, os residentes de Brisbane (leste) e de várias áreas do estado de Queensland terão de ficar em casa por pelo menos menos três dias.

"Conhecemos os riscos que a Covid-19 apresenta e, observando o mundo, sabemos que a variante Delta é uma nova 'besta', com a qual não nos podemos arriscar", afirmou o primeiro-ministro da Austrália Ocidental, Mark McGowan, em conferência de imprensa na noite desta segunda-feira.

A Austrália tem uma das mais bem sucedidas estratégias de combate ao vírus. Desde o início da pandemia, o país registou pouco mais de 30 mil casos e 910 mortes.

Vacinação lenta

O artigo publicado pelo G1, dá-nos também uma perspetiva acerca da evolução da vacinação, dizendo que tanto a Rússia quanto a Austrália ainda sofrem com uma vacinação lenta contra a Covid-19. Os russos desconfiam da Sputnik V, usada em dezenas de países em todo o mundo, apesar dos reiterados apelos do presidente Vladimir Putin.

A Rússia é 14º país que mais aplicou doses de vacinas contra a Covid-19 no mundo, segundo o "Our World in Data", projeto ligado à Universidade de Oxford.

Foram 38,7 milhões, o que coloca a Rússia à frente do Canadá (36,2 milhões) e atrás da Espanha (39,9 milhões). O número equivale a 26,5 doses a cada 100 habitantes, patamar semelhante ao de Belize (26,6) e Bulgária (25) e muito inferior à média mundial (38,5).

Um centro de vacinação em um shopping em Omsk, na Rússia, em 29 de junho de 2021 - Foto: Alexey Malgavko/Reuters

Na Austrália, o primeiro-ministro Scott Morrison anunciou que a vacinação será obrigatória para funcionários de instituições que cuidam de idosos e dos centros de quarentena.

Quase 7,4 milhões de doses foram administradas no país, o equivalente a 28,9 doses a cada 100 australianos, patamar um pouco superior ao da Rússia. O governo também é criticado por não divulgar o número de pessoas totalmente vacinadas. (sic)



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