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CE diz que em julho haverá doses suficientes para vacinar 70% dos adultos

Vacinação contra a covid-19 em Milão (Itália). EFE / EPA / DANIEL DAL ZENNARO

Neste mês será administrado "um número suficiente de doses para permitir aos Estados-membros atingir este objetivo", disse o porta-voz de Saúde da CE, Stefan De Keersmaecker.

A Comissão Europeia (CE) disse esta segunda-feira, segundo a agência EFE, que haverá doses suficientes de vacinas contra a covid-19 em julho para vacinar 70% da população adulta da União Europeia e pediu às autoridades para as administrar, dadas as disparidades que existem entre os 27 no ritmo de vacinação.

"Estabelecemos um objetivo de vacinar 70% da população adulta. Acreditamos que neste mês será administrado um número suficiente de doses para permitir aos Estados-membros atingir este objetivo", disse o porta-voz de Saúde do Executivo comunitário, Stefan De Keersmaecker.

Contudo, reconheceu que "alguns Estados-membros estão atrás de outros" no ritmo da vacinação e pediu às autoridades para "continuarem a administrar as vacinas para que possamos chegar aos 70%".

De acordo com a notícia veiculada pela agência EFE, 61,4% da população adulta da UE e do Espaço Económico Europeu já recebeu pelo menos uma dose da vacina, enquanto 40,1% dos maiores de 18 anos ou mais já receberam o plano completo, de acordo com os dados fornecidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

Contudo, existem disparidades entre países, pois enquanto a Bélgica lidera a tabela entre as nações da UE, tendo já vacinado 88% da população adulta com pelo menos uma dose, a Bulgária está no extremo oposto, com apenas 16,9% de primeiras doses administradas, devido à relutância da população em ser vacinada, algo já reconhecido pelo Governo.

Embora De Keersmaecker tenha dito que o Executivo comunitário não está "em posição de comentar sobre países específicos", a porta-voz principal da Comissão Europeia, Dana Spinant, salientou que é "muito importante" que as autoridades a todos os níveis - local, regional, nacional e também europeu - forneçam informações aos cidadãos sobre a "segurança e eficácia das vacinas".

"É muito importante criar confiança nas vacinas", disse Spinant.



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