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Israel: menor eficácia Pfizer contra Delta suscita 3ª dose

Primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett acompanha vacinação de um jovem - Foto: Marc Israel Sellem/POOL/Flash90

Uma rápida propagação da variante Delta obrigou as autoridades israelitas a ordenar dois estudos médicos para analisar a possível necessidade de aplicação de uma terceira dose de vacina.

O ministério da Saúde de Israel divulgou dados na segunda-feira mostrando que a vacina Pfizer-BioNTech Covid parece prevenir amplamente a hospitalização e casos graves, mas é significativamente menos eficaz na prevenção da disseminação da variante Delta do coronavírus.

De acordo com o ministério, a eficácia da vacina Pfizer na prevenção do Covid-19 sintomático caiu cerca de 30 a 64%, devido à disseminação da variante Delta. Os dados mostram que durante o mês de maio, quando a variante era menos prevalente, a vacina teve 94,3% de eficácia.

A variante Delta, que se acredita ser duas vezes mais contagiosa que o vírus original de Covid-19, é considerada responsável por 90% dos novos casos em Israel nas últimas duas semanas, segundo escreve o jornal The Times Of Israel.

Os dados, no entanto, também mostram que a vacina ainda é altamente eficaz na prevenção de sintomas graves e hospitalização. Em maio, esse número era de 98,2% e, em junho, era de 93%.

Na noite desta segunda-feira, o ministério da Saúde informou que 369 pessoas foram diagnosticadas com coronavírus desde a meia-noite, elevando o número total de casos ativos no país para 2.766.

Havia 70 pessoas hospitalizadas e 35 em estado grave. Há uma semana, havia apenas 22 pessoas em estado grave.

Terceira dose?

Perante o aumento de casos de Covid em todo o país, o primeiro-ministro Naftali Bennett, juntamente com o ministro da Saúde, Nitzan Horowtiz, de acordo com o The Times Of Israel, instruíram o ministério da Saúde nesta segunda-feira a promover dois estudos médicos sobre a necessidade de uma terceira dose da vacina contra o coronavírus, esperando dos fabricantes "informações vitais" sobre esta possibilidade.

Um estudo examinará a eficácia da vacina ao longo do tempo em várias faixas etárias e em vários estados de saúde. O outro examinará a imunidade celular (uma resposta imune que não envolve anticorpos) ao longo do tempo.

Recorde-se que no domingo, foi relatado que o ministério da Saúde recomendará que israelitas imunocomprometidos tomem uma terceira dose da vacina Pfizer-BioNTech, embora a empresa farmacêutica ainda não tenha sancionado a injeção de reforço.

As autoridades de saúde estão preocupadas com os dados que mostram que pessoas imunocomprometidas desenvolvem uma resposta insuficiente de anticorpos  para protegê-las do vírus com a vacina dupla.

Indivíduos imunocomprometidos incluem recetores de transplantes de órgãos e pacientes com doença cancerígena.

Na segunda-feira, no entanto, o ministério da Saúde esclareceu que “não há recomendação ou decisão nesta fase para vacinar o público em geral em Israel com uma terceira dose”. No entanto, a hipótese não está descartada e começa a ganhar viabilidade.



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