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Cuba: Centenas saem às ruas de Havana gritando “liberdade”

Cuba July 11, 2021. REUTERS/Alexandre Meneghini

Manifestantes gritavam slogans como "liberdade", "pátria e vida" ou "ditadores", em referência aos dirigentes do país

Centenas de cubanos saíram este domingo (11) às ruas de Havana com gritos de "liberdade" em manifestações pacíficas que foram intercetadas pelas forças de segurança e brigadas de apoiantes do Governo, resultando em confrontos violentos e detenções.

De acordo com a notícia da agência EFE, os confrontos entre manifestantes e partidários do Governo tiveram lugar no central Parque da Fraternidade, frente ao Capitólio, onde mais de mil pessoas se reuniram, deparando-se com uma forte presença de forças militares e policiais, que fizeram várias detenções.

No entanto, um grupo de várias centenas de manifestantes conseguiu escapar ao cordão policial e dirigiu-se em massa ao longo do emblemático Paseo del Prado, em direção ao Malecón, com os braços levantados e gritando slogans como "liberdade", "pátria e vida" ou "ditadores", em referência aos dirigentes do país.

O presidente Miguel Diaz-Canel, que também dirige o Partido Comunista, culpou os Estados Unidos pela agitação ao protagonizar um discurso de normalidade transmitido pela televisão nacional na tarde deste domingo.

Segundo a Reuters, jipes das forças especiais, com metralhadoras montadas nas costas, foram vistos em Havana e Diaz-Canel convocou os seus apoiantes e incitou-os a enfrentarem as “provocações”.

Diaz-Canel, que acabara de voltar de San Antonio de los Banos, disse que muitos manifestantes eram sinceros, mas manipulados por campanhas de mídia social orquestradas pelos EUA e "mercenários" no terreno. Por fim alertou que mais "provocações" não seriam toleradas.

Governo cubano aponta como causa sansões americanas e pandemia

Houve protestos mais protestos na tarde deste domingo, a centenas de kms a leste, em Palma Soriano, Santiago de Cuba, onde um vídeo numa rede de um canal social mostrou centenas de pessoas marchando pelas ruas, novamente confirmado por um residente local à reportagem da Reuters.

“Eles estão protestando contra a crise, porque não há comida nem remédios... você tem que comprar tudo nas lojas de moeda estrangeira, e a lista continua”, disse Claudia Perez.

Através da rádio, o presidente Diaz-Canel, disse em determinado momento:

"Estamos conclamando todos os revolucionários do país, todos os comunistas, a irem às ruas onde quer que haja um esforço para produzir essas provocações", disse Diaz-Canel em seu discurso ao rádio.

O país (comunista) vem vivendo um agravamento da crise económica desde há dois anos a esta parte. O governo atribui a situação do país, principalmente, às sanções americanas e à pandemia, enquanto os seus detratores citam a incompetência e um sistema de partido único ao estilo soviético.



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