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Protestos contra o ‘passe de saúde’ Covid-19 em França

Fotos: REUTERS/Gonzalo Fuentes

Macron declarou que vai exigir aos centros comerciais, cafés, bares e restaurantes que verifiquem os passes de saúde de todos os clientes a partir de agosto

A polícia de Paris entrou em confronto com manifestantes que protestavam contra o plano do presidente Emmanuel Macron de exigir um certificado de vacina Covid-19 ou teste PCR negativo para obter acesso a bares, restaurantes e cinemas a partir do próximo mês.

Macron anunciou esta semana medidas abrangentes para combater um rápido aumento de novas infeções por coronavírus, incluindo a vacinação obrigatória de profissionais de saúde e novas regras de aprovação de saúde para o público em geral.

Ao fazer isso, segundo a Reuters, Emmanuel Macron foi mais longe do que a maioria das outras nações europeias, já que a variante Delta, altamente contagiosa, cria uma nova onda de casos, e outros governos estão observando cuidadosamente para ver como o público francês reage.

A polícia disparou gás lacrimogéneo em várias ocasiões, enquanto grupos de manifestantes derrubavam contentores de lixo e incendiavam uma escavadeira mecânica entre outros equipamentos. Alguns manifestantes afastados das escaramuças usavam distintivos dizendo "Não ao passe de saúde".

Paris, France, July 14, 2021. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Alguns críticos do plano de Macron - que vai exigir que os centros comerciais, cafés, bares e restaurantes verifiquem os passes de saúde de todos os clientes a partir de agosto - acusam o presidente francês de atropelar as liberdades e estar a fazer discriminações.

"É totalmente arbitrário e totalmente antidemocrático", disse um manifestante que se identificou como Jean-Louis.

De acordo coma reportagem da Reuters, o presidente francês diz que a vacina é a melhor maneira de colocar a França de volta no caminho da normalidade e que ele próprio está encorajando o maior número possível de pessoas a vacinarem-se.

Houve também protestos noutras cidades, incluindo Nantes, Marselha e Montpellier.

A demonstração de descontentamento aconteceu no Dia da Bastilha, aniversário da tomada de 1789 de uma fortaleza medieval em Paris, que marcou a viragem da Revolução Francesa.

Entre outras propostas no projeto de lei do governo francês está o isolamento obrigatório por 10 dias de todos os resultados positivos, com a polícia fazendo verificações aleatórias, informou a imprensa francesa. O gabinete do primeiro-ministro, segundo a Reuters, não respondeu quando solicitado a confirmar este pormenor.

Reportagem de Christian Lowe e Gonzalo Fuentes;
Escrito por Richard Lough;
Edição de Lisa Shumaker e Sandra Maler.


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