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Greve inicia com 200 voos cancelados no Aeroporto de Lisboa

REUTERS / Rafael Marchante / Foto de arquivo

Início da greve dos trabalhadores da Groundforce deixou mais de 2o0 aviões no chão, só no Aeroporto de Lisboa

Duzentos voos foram hoje (sábado, 17) cancelados no aeroporto Internacional de Lisboa, com o início de uma greve de dois dias dos trabalhadores da empresa de manuseio da Groundforce, com mais cancelamentos, provavelmente, a registarem-se antes do fim da ação na noite de domingo, disse a ANA entidade gestora aeroportuária.

Segundo uma notícia da agência Reuters, um porta-voz do Sindicato dos Técnicos da Aeronáutica, que convocou a greve, disse à agência noticiosa Lusa que cerca de 100% dos trabalhadores participaram na greve de Lisboa no sábado, o aeroporto mais movimentado do país.

A greve teve um grande impacto na empresa de bandeira portuguesa TAP, que utiliza os serviços de handling da Groundforce, mas não atingiu as empresas transportadores de baixo custo.

Os trabalhadores da Groundforce estão a exigir que a empresa de manuseio, que está em sérias dificuldades financeiras devido à pandemia do coronavírus, pague os salários sem qualquer demora, incluindo o pagamento dos feriados deste ano.

A greve afeta principalmente a operação do aeroporto de Lisboa e tem pouco impacto nos restantes 9 aeroportos portugueses, incluindo o de Faro, disse o presidente-executivo da ANA, Thierry Ligonnière.

"Ainda prevemos dificuldades amanhã e um retorno progressivo ao normal na segunda-feira", disse Ligonnière aos jornalistas.

A Groundforce é detida em 50,1% pela portuguesa Pasogal e 49,9% pelo grupo TAP-Air Portugal, que por sua vez é 72,5% controlado pelo Estado Português.

A TAP, segundo a Reuters, ofereceu-se para emprestar o dinheiro necessário à Groundforce para pagar as férias aos seus trabalhadores, mas a proposta foi recusada pela empresa de movimentação.



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