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Cientistas chineses apontam origem do novo coronavírus…

Foto: Tedros Ghebreyesus (Laurent Gillieron / Keystone via AP, Arquivo)

Cientistas da China determinaram que o vírus SARS-CoV-2 não poderia surgir de forma artificial, de um laboratório, indica um artigo publicado na revista científica Science China Life Sciences.

Anteriormente, de acordo com a Associated Press, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, não descartou a possibilidade da origem do coronavírus ser laboratorial.

Um grupo de 21 cientistas chineses e uma investigadora britânica que trabalha na China, realizaram um estudo e chegaram à conclusão de que o coronavírus teve origem natural. Como prova, os cientistas utilizaram a teoria da evolução e ideias relacionadas.

O grupo de cientistas notou que o vírus SARS-CoV-2 se adaptou "extremamente bem" à população humana em comparação com o SARS-CoV de 2003, sendo que tal nível de adaptação desenvolveu-se provavelmente durante um período prolongado. Antes do surto da Covid-19, o vírus, pelo que foi visto, passou por alguma evolução na população humana, o que levou a tal adaptabilidade, mas ainda não é certo, exatamente, como isso aconteceu.

"O SARS-CoV-2 não poderia ter evoluído num mercado animal numa cidade grande e ainda menos provável num laboratório. O ponto de partida pode ser assumido como uma linhagem viral que está bem adaptada a alguns animais selvagens. Portanto, deveria haver uma mudança adaptativa dos hospedeiros de animais para os humanos", indica o APNews.

"Até que sejam detetadas cepas com vestígios de interferência humana [...], seria mais produtivo nos focarmos nos processos naturais ligados à origem do SARS-CoV-2", ressalta o artigo.

Segundo nos relata a APNews, uma equipa liderada pela OMS passou quatro semanas na cidade de Wuhan e arredores com pesquisadores chineses e concluiu em relatório conjunto, divulgado em março, que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal, chamando a versão de vazamento do vírus do laboratório de "pouco provável".

No entanto, 13 países, entre os quais os Estados Unidos, e alguns cientistas expressaram as suas preocupações quanto ao relatório da OMS e exigiram uma investigação "transparente e independente" da origem do vírus.

A China classificou a teoria de que o vírus pode ter saído de um laboratório de Wuhan de "absurda" e disse repetidamente que "politizar" a questão dificultaria as investigações.

No final, Tedros apelou à transparência, um apelo que foi repetido pelo ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, que pediu às autoridades chinesas que permitissem o prosseguimento da investigação sobre as origens do vírus.

“Agradecemos a cooperação do governo chinês até agora para a primeira missão”, disse Spahn. "Mas isso ainda não é suficiente."



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