Turista em Roma (Itália). EFE/EPA/MASSIMO PERCOSSI

Calor asfixia Mediterrâneo com temperaturas recorde

A primeira vaga de calor do ano está a fazer-se sentir nos países do Mediterrâneo que, depois de dias com incêndios dos quais ainda recuperam, estão em alerta por temperaturas históricas que batem recordes

Para além da Tunísia, onde as temperaturas passam dos 50 graus, segundo a agência EFE noticiou esta sexta feira (13), a situação é também preocupante noutros países da margem sul mediterrânica, como Marrocos e Argélia, nação onde os termómetros chegaram aos 47 graus centígrados, dificultando a extinção dos incêndios que já causaram 69 vítimas mortais.

Na costa norte, Espanha, Itália, França, Grécia e os países balcânicos tomaram medidas para minimizar os efeitos desta onda de calor que, de acordo com as previsões meteorológicas, não dará trégua até ao fim de semana.

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Tunísia chega aos 50,2 graus

A Tunísia registou na quinta-feira as temperaturas mais altas da sua história e pelo segundo dia consecutivo, atingindo 50,2 graus na cidade de Kairouan (centro), um recorde no continente africano, de acordo com a notícia da EFE,  foi a segunda mais alta do mundo, segundo informação do Instituto Nacional de Meteorologia (INM) da Tunísia.

A última vez que o país relatou números semelhantes foi em 2005 na região de Tataouine (sul), no limite do deserto do Saara, com 50,1 graus.

A onda de calor causou esta sexta feira temperaturas entre 39 e 45 graus, acompanhadas por ventos siroco, exceto no sudoeste do país, onde é esperado que cheguem novamente aos 49 graus.

Itália perto do 49º

As zonas sul e centro-oeste de Itália encontram-se em alerta até pelo menos ao fim de semana por temperaturas que passam os 45 graus.

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Segundo a EFE, a cidade de Siracusa, na ilha da Sicília (sul), chegou na quarta aos 48,8 graus, dado que, faltando confirmação, poderá representar um novo recorde na Europa após os 48 graus de Atenas em 1977.

As restantes regiões meridionais continuam em alerta: Calábria, a ponta da "bota" italiana, que roçou os 42 graus, hoje espera máximas de 38 graus, as mesmas que Campânia, cuja capital é Nápoles, e Lácio, a região de Roma.

O serviço de Proteção Civil de Roma habilitou vários pontos de distribuição de garrafas de água para os romanos e os milhares de turistas que, apesar do calor, passeiam pela cidade.

Tempestades dão trégua na Grécia

A Grécia amanheceu esta quinta-feira com tempestades locais que colocaram um travão a duas semanas de sufoco com temperaturas que chegaram a passar dos 46 graus, durante as quais o país viveu a pior vaga de incêndios da qual tem memória.

A ligeira queda da temperatura e as chuvas, embora breves, ajudaram especialmente na ilha de Eubeia, a mais duramente atingida pelos incêndios, onde os bombeiros se centram no combate a novas deflagrações que vão surgindo em diversos pontos do norte da ilha.

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As primeiras estimativas, segundo noticia a EFE, apontam para 90.000 hectares queimados em todo o país, um desastre ecológico sem precedentes.

Espanha e França com várias regiões em alerta

Refere a agência EFE na sua notícia que a maior parte de Espanha encontra-se em alerta por temperaturas que poderão superar os 42 graus centígrados até sábado e 44 nos dias seguintes e, tal como as regiões de Aragão e Catalunha (noroeste), estão em risco extremo.

Só as regiões do norte vão livrar-se desta onda de calor, pelo que as autoridades tomaram medidas em alguns lugares, nomeadamente proibindo ou restringindo o uso de maquinaria agrícola e o acesso a florestas e outras paisagens naturais.

O calor também chegou a França, onde são esperadas máximas de 40 graus no sudeste do país, pelo que vinte departamentos estão sob vigilância devido às altas temperaturas.

Nos departamentos onde foi necessário extremar a vigilância, o de Drôme e o de Alpes de Haute Provence (montanha), as temperaturas mínimas irão rondar entre 17 e 21 graus, quatro ou cinco acima do habitual nesta altura do ano.



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