INEM alerta para intoxicações provocadas por picada ou mordedura de animal

Em Portugal existem muito poucos casos de morte relacionados com picadas ou mordeduras de animais. Os dados mais recentes do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do INEM não revelam a existência de casos mas as vítimas nem sempre contactam este Centro de Informação Toxicológica.

Há picadas ou mordeduras de animais que podem originar um quadro clínico grave:

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Abelha – relacionada com reações alérgicas graves, podendo surgir, na sequência da picada, um edema (inchaço) da língua e das vias aéreas superiores, com dispneia (falta de ar), exigindo a intervenção médica urgente.

Vespas – para além da dor local, geralmente não tem outras consequências.

Víbora – a mordedura de víbora pode originar uma situação clínica grave. Nos casos mais graves provoca um edema progressivo do membro atingido e pode levar ao compromisso circulatório desse membro, exigindo uma intervenção médica urgente.

Cobras – em geral não implica qualquer toxicidade. No entanto, sempre que alguém seja mordido ou picado por um ofídio, deve ser observado por um médico para se despistar a mordedura de víbora.

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Lacrau – a picada do lacrau provoca dor intensa sendo conveniente a observação médica.

Centopeia – sem grandes consequências para além da dor local.

Alforrecas e medusas – pode condicionar reações alérgicas de maior ou menor gravidade, dependendo da pessoa que é picada.

Caravela Portuguesa – para além da dor, provoca reações alérgicas por vezes intensas, sugerindo-se a observação médica.

Peixe-aranha – provoca fundamentalmente dor, sendo raras as reações alérgicas.

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Mas há também medidas que podem ser tomadas de imediato!

Como regra para todos os casos deve aplicar-se gelo no local da picada, imobilizar o membro atingido e procurar apoio médico nos casos mais graves. No caso do peixe-aranha deve aplicar-se água quente na área atingida. Já nos casos das alforrecas, medusas e caravela portuguesa deve lavar-se a área atingida com água quente ou vinagre.

Em caso de intoxicação contacte o CIAV através do número 800 250 250.

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Para ler o artigo anterior publicado pelo INEM, clique aqui.



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