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Porto quer uma nova companhia para substituir a TAP

Foto: in ZAP aeiou / Aero Icarus / Flickr

A Associação Comercial do Porto (ACP) enviou uma proposta para Bruxelas a defender a “criação de uma nova companhia aérea para voos intercontinentais a partir de Lisboa e o apoio à captação de rotas para ligações nacionais e europeias”.

A ACP considera que “os apoios estatais à TAP não protegem o turismo português”, não respeitam as ligações no território nacional e são incompatíveis com o funcionamento do mercado”. A carta com a proposta foi enviada para a Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia, este mês, segundo noticiou o Expresso.

A associação, de acordo com a notícia publicada no portal ZAP aeiou, entende que o pacote do Governo de ajudas à TAP é “claramente desproporcionado” e “contrário aos interesses e ao equilíbrio territorial nacionais”.

A Associação Comercial do Porto realça ainda “os resultados líquidos continuadamente negativos (mais de 2 mil milhões de euros de prejuízos nos últimos 11 anos)” da TAP.

Importante lembrar que a Comissão Europeia abriu uma investigação a Portugal no âmbito do apoio de 3,2 mil milhões de euros à TAP. É com base nisso que a ACP considera estar a “acautelar e impulsionar meios essenciais para o desenvolvimento económico, para o emprego e para a criação de riqueza” com a proposta de uma nova companhia aérea.

A associação menciona ainda o serviço quase residual da TAP nos aeroportos do Porto — onde representa apenas 12% do total de passageiros — e de Faro — onde representa 5% dos passageiros. Em contrapartida, no aeroporto de Lisboa é responsável por metade do total de passageiros.

“ATAP não pode pretender ser muito relevante para a indústria turística portuguesa e ao mesmo tempo estar, como está, a abrir rotas para aeroportos que são destinos turísticos estrangeiros (Punta Cana, Agadir, Ibiza e Fuerteventura, entre vários outros)”, lê-se ainda na carta de 13 páginas.

O documento destaca ainda a “enorme incongruência” relativamente à tendência mundial, com os estados a venderem as participações em companhias áreas.

A ACP, segundo a notícia do ZAP aeiou, defende que “a conectividade aérea e a proteção das atividades económicas se alcançam através da afetação dos ativos da TAP em matéria de slots e como plataforma de voos transatlânticos a uma nova companhia aérea, limpa de passivo e livre de interesses noutras empresas (como as participações no Brasil), assegurando a realização de voos de longo curso desde o hub de Lisboa e aproveitando as vantagens competitivas da sua localização geográfica”.



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