(Foto de Arquivo)

Portugal 2030 prevê metro ligeiro Faro-Aeroporto-UAlg-Parque das Cidades-Loulé-Olhão

A versão preliminar do Portugal 2030, que visa definir a aplicação dos próximos fundos europeus e entrou ontem em discussão pública, engloba um metro ligeiro de superfície ligando Faro, Aeroporto de Faro, Universidade do Algarve, Parque das Cidades, Loulé e Olhão.

“No Programa Algarve, pretende-se apoiar a ligação em sistema de metro ligeiro de superfície entre Faro-Aeroporto-Universidade do Algarve-Parque das Cidades-Loulé-Olhão, numa extensão aproximada de 35 quilómetros, contribuindo para a descarbonização do sistema de transportes regional e segurança rodoviária”, refere o documento, que estabelece os grandes objetivos estratégicos para aplicação dos fundos europeus no país para o período 2021 2027.

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A área que se pretende servir diretamente corresponde à “maior concentração populacional do sul do país”, acrescenta a proposta do governo português.

Os mais de 150 mil residentes habituais em zonas urbanas e suburbanas, prossegue o documento, contabilizam diariamente “milhares de deslocações pendulares em veículo próprio, muitas vezes com um único ocupante”, a que se juntam “as deslocações dos passageiros embarcados/desembarcados no Aeroporto de Faro que procuram estes centros urbanos e ainda os que optam pela continuação da sua viagem em modo ferroviário”.

Construção de novas vias cicláveis

Adicionalmente, lê-se, “será promovido o investimento em soluções de mobilidade ativa nas cidades”, com apoio à construção de novas vias cicláveis, e “à implementação de soluções que promovam a complementaridade destas formas de mobilidade com a rede de transporte público”.

O Programa Regional do Algarve prevê, de acordo com o documento preliminar, a aplicação de 780 milhões de euros: 687 milhões de euros através do FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e os outros 93 milhões via Fundo Social Europeu+.

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Relativamente aos objetivos estratégicos, da verba global destinada à região, a maior fatia (368 milhões de euros) destina-se ao OP2 – Portugal + Verde.

Ainda em relação ao Algarve, para o OP1 – Portugal + Competitivo, estão previstos 235 milhões de euros; para o OP4 – Portugal + Social, 90 milhões de euros; e para o OP5 – Portugal + Próximo, 72 milhões de euros.

Estão ainda destinados 15 milhões de euros para a assistência técnica à aplicação de fundos.

O documento em consulta pública desde segunda-feira, 15, pretende definir a forma como serão utilizados os fundos europeus nos próximos anos (2021-2027) e será a base do acordo estabelecido entre o Governo português e a Comissão Europeia.

São cerca de 23 mil milhões de euros distribuídos por cinco fundos, acrescidos de outros instrumentos, entre os quais o Plano de Recuperação e Resiliência.

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O governo pretende, com este pacote de fundos comunitários, “um país mais competitivo e inteligente, mais verde, mais conectado, mais social e mais coeso e próximo dos cidadãos”.

O Portugal 2030 estará em consulta pública até 30 de novembro. O envio de comentários faz-se apenas através do ConsultaLex e mediante o preenchimento do respetivo questionário.

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