Foto ilustrativa tirada em 13 de maio de 2017. REUTERS / Kacper Pempel / Arquivo

Brasil: site do Ministério da Saúde atingido por hackers

Supostos hackers "postaram uma mensagem no site a dizer que os dados internos foram copiados e excluídos"

O Ministério da Saúde do Brasil informou que o seu site foi atingido esta sexta-feira por um ataque de hackers que derrubou vários sistemas, incluindo um com informações sobre o programa nacional de imunização e outro usado para emitir certificados de vacinação digital.

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Devido ao ataque, segundo a notícia avançada pela Reuters, o governo adiou por uma semana a implementação de novos requisitos de saúde para os viajantes que chegam ao Brasil.

"O ministério da saúde relata que na madrugada desta sexta-feira sofreu um incidente que comprometeu temporariamente alguns de seus sistemas ... que atualmente não estão disponíveis", disse o órgão em comunicado.

A polícia disse que estava a investigar o ataque.

Na notícia da Reuters lê-se que os supostos hackers, que se autodenominam Lapsus $ Group "postaram uma mensagem no site dizendo que os dados internos foram copiados e excluídos. Entre em contato se quiser os dados de volta", diz o comunicado, num aparente ataque de ransomware.

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A mensagem, que incluía e-mail e informações de contato do Telegram, tinha sido removida na tarde de sexta-feira, mas a página da web ainda estava off line, enquanto os dados do usuário no aplicativo ConectSUS que fornece certificados de vacinação aos brasileiros tinham desaparecido.

O ministério, de acordo coma notícia veiculada pela Reuters, disse que está a trabalhar para restaurar os seus sistemas. E em conferência de imprensa, o vice-ministro da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que o acesso aos dados de vacinação ainda não tinha sido recuperado na noite desta sexta-feira. Cruz disse ainda que é muito cedo para dizer se os dados foram perdidos.

Sob medidas decididas na terça-feira após o presidente Jair Bolsonaro se opor ao uso do passaporte vacinal, os viajantes não vacinados que chegarem ao Brasil terão que ficar em quarentena por cinco dias e fazer o teste de Covid-19.

A exigência deveria começar no sábado, mas o governo disse que será adiada por uma semana porque os dados de vacinação não estavam acessíveis online após o ataque.

Os formulários de rastreamento Covid-19 de chegada de passageiros aéreos ainda estavam disponíveis no site do órgão regulador sanitário Anvisa, que não foi visado.

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