Bloco de Esquerda define prioridades para o Algarve

Decorreu no passado dia 11 de Dezembro no Auditório do Convento de São José em Lagoa, o comício do Bloco de Esquerda de arranque da pré-campanha eleitoral no Algarve para as legislativas de 2022, o qual contou com a presença e intervenções da Coordenadora Nacional, Catarina Martins, do cabeça de lista pela região, José Gusmão e do mandatário distrital da candidatura, o deputado João Vasconcelos.

Em comunicado enviado ao diariOnline Região Sul, o BE explica que na sua intervenção, a Coordenadora Nacional “focou o desvio de capitais para as offshores, com o grave prejuízo para o País, algo que é elaborado pelos grandes escritórios de advogados e que após todos os escândalos, demonstram a fuga permanente e os crimes que escondem, devendo o País perseguir e capturar esses imensos volumes de dinheiro desviado, que só no passado ano, em Portugal,  correspondeu a 1300 milhões de euros.

Focou também que são estas verbas que tanta  falta fazem na melhoria dos serviços públicos da Saúde, Educação e outros. Referiu ainda a necessidade de criar horizontes de futuro para os jovens que sendo os mais qualificados possam ter um trabalho digno e uma qualidade de vida aceitável, algo que é também análogo aos mais idosos que vivem das suas reformas. Terminou salientando a necessidade de criar um novo ciclo para Portugal , com melhor Saúde, melhor Educação, integrado maioritariamente no setor público, reforçando e valorizando as carreiras dos seus profissionais”.

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“O cabeça de lista José Gusmão iniciou a sua intervenção indicando que o Algarve, em 2019, tinha a nível nacional o salário médio mensal mais baixo, era a segunda região do País com o maior PIB per/capita, e detinha a taxa de risco de pobreza mais alta em Portugal.

Ao  invés das outras regiões e com os sucessivos governos PS/PSD, continua com uma quase total ausência de investimento estrutural e de estratégia nas políticas de desenvolvimento para a região. Sublinhou a importância de criar na região uma economia sustentável que dure todo o ano, eliminando a sazonalidade do turismo, cujo setor económico é maioritário na região.

O Algarve produz muita riqueza mas os algarvios não beneficiam desse factor, com prejuízo agravado pelo alto custo de vida associado à  dificuldade em obter habitação digna . Outro aspeto apontado  foi o ambiente , podendo ser aproveitado todo o potencial na área das energias renováveis que o Algarve apresenta, mas também importa, nesta vertente, combater rapidamente a escassez de água na região.  Assim, no Algarve, importa melhorar as condições de trabalho, nomeadamente as leis laborais, os salários e as pensões pagas, a par da criação de habitação acessível para os algarvios, conjugado com a melhoria da prestação dos cuidados de Saúde e dos transportes públicos e a diversificação económica incidindo na capacidade da região”, lê-se em comunicado.

Por sua vez, na sua intervenção o mandatário da candidatura, João Vasconcelos, elencou os objetivos do Bloco para o Algarve nas próximas legislativas, “vincando a importância de voltar a eleger um ou mais deputados para continuar a afirmar e até reforçar uma alternativa de esquerda às inconsistências e derivas anti-populares do PS na região, e continuar a levar a voz e as reivindicações dos algarvios ao Parlamento. Acusou mesmo o PS e a direita PSD/CDS de se assumirem na Assembleia da República como autênticas forças de bloqueio ao desenvolvimento do Algarve. Por fim, referiu igualmente e complementou as diversas prioridades do Bloco para a região”.

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“Assim, as prioridades apontadas pelo Bloco de Esquerda para o Algarve assentam na melhoria dos salários, pensões e melhores leis laborais, habitação acessível; melhor saúde, melhores transportes públicos e melhor mobilidade, a diversificação económica e a resposta à emergência climática e ambiental”, concluem os bloquistas.

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