Bruno Ribeiro
Bruno Ribeiro, cabeça de lista do Volt Portugal pelo Algarve

“Gostava de ver um Algarve autónomo, moderno e acessível a todos” – Bruno Ribeiro / Volt Portugal

Bruno Ribeiro, cabeça de lista do Volt Portugal pelo círculo eleitoral de Faro às próximas Legislativas, abordou, em entrevista exclusiva ao diariOnline Região Sul, as prioridades e medidas do partido para a região algarvia-

Bruno Ribeiro, 41 anos, natural de Tavira e atualmente residente em Loulé, concluiu o ensino secundário em 1999 e ingressou na Universidade do Algarve, no curso de engenharia civil, que não finalizou. Desde então, encetou um percurso profissional em várias áreas, trabalhando há sete anos numa empresa de design, venda e montagem de cozinhas.

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diariOnline Região Sul (dRS) – Quais as principais prioridades para a região algarvia?

Bruno Ribeiro (BR) – Eu começaria pela região autónoma, enquanto ponto de partida, seria um motor fundamental de desenvolvimento da região. O Algarve sofre, há anos, com falta de investimento estrutural, em quase todos os setores, por parte do governo central. A autonomia permitiria fazer mais investimento, de uma forma mais justa e mais ajustado às realidades da região.

Falta o acesso a um sistema de saúde de qualidade. As nossas estruturas hospitalares precisam de investimento e os profissionais de saúde, de melhores condições e de serem mais valorizados.

É preciso dar especial atenção ao direito à habitação. Os preços das casas no Algarve estão cada vez mais altos e o mercado do arrendamento é insuficiente. É preciso criar condições específicas para que os algarvios possam morar e trabalhar onde nasceram.

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A maior parte dos algarvios desloca-se com recurso à EN125 e ao automóvel, uma situação que é suportável durante o inverno, mas que assim que o tempo aquece causa logo mais constrangimentos. A requalificação da EN125 encontra-se parada, com muito pontos críticos, quer a nível de segurança, quer a nível de escoamento de transito, ainda por resolver. Além disso não há alternativa. A Via do Infante, com as portagens, torna-se demasiado dispendiosa, para o uso diário de muitos algarvios. É preciso modernizar e repensar os nossos transportes públicos, para estarem mais em linha com a realidade da região. Um bom sistema de transportes públicos, poderia retirar milhares de carros da estrada todos os dias, permitindo uma poupança a nível de combustível por parte dos algarvios, uma maior fluidez de transito e mais rapidez para as empresas e seria também uma boa ferramenta para o turismo.

Por fim, convém relembrar a questão da seca, um problema cíclico, que tem surgido todos os anos no verão e atenua-se brevemente durante o inverno. É preciso tomar medidas urgentes. A tendência é que, com as alterações climáticas, a temperatura continue a subir a quantidade de chuva a descer. Este é um problema que só se pode resolver enquanto houver água. Não se pode poupar depois de acabar, por isso não podemos esperar que esta acabe para se fazer algo. É preciso agir já.

dRS – Que medidas imediatas devem ser adotadas?

BR – Apesar de acreditar no princípio do utilizador pagador, acredito que devem existir alternativas dignas, por isso, as portagens deviam ser suspensas até a região ter alternativas.

Em relação à habitação, gostaríamos de ver implementado limites por concelho e freguesia, ao alojamento local, antes que isso se torne um problema, como aconteceu em Lisboa, a taxação diferenciada para habitações que são compradas como segunda habitação ou como investimento imobiliário, para promover o arrendamento e promover a construção de nova habitação pública, e a requalificação de edifícios degradados, com recurso ao banco de fomento e a fundos europeus, para os cidadãos algarvios.

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A nível económico, apostar em polos tecnológicos industriais, focados nas novas tecnologias. Criaria emprego o ano inteiro e seria um incentivo à fixação dos jovens recém-licenciados a ficarem na região.

dRS – Que modelo de desenvolvimento defende para a região?

BR – Temos de diversificar a economia algarvia, o turismo é muito bom, mas temos capacidade para muito mais do que isso. Criar condições para o investimento privado, atrair empresas de todos os sectores a instalarem-se cá, com especial ênfase nas novas tecnologias. Investir na educação e criar as condições para que os jovens possam cá trabalhar e viver. Todo o desenvolvimento tem de ser feito com olhos no futuro, a alternativa, é daqui a 30 anos estar tudo na mesma.

dRS – Em que medida a candidatura pode fazer a diferença?

BR – Acho que se conseguir pôr os eleitores algarvios a pensar um pouco melhor na sua região, no que foi feito no passado e em tudo o que não foi feito, já terei feito uma grande diferença. É preciso inovar, é preciso investir, estamos parados no tempo. Podemos ser muito mais. É aqui que quero fazer a diferença, é mudando a perceção da realidade, dos algarvios, para que vejam não o que é, mas o que pode ser.

dRS – Como gostaria de ver o Algarve daqui a 4 anos?

BR – Gostava de ver um Algarve autónomo, moderno e acessível a todos. Um Algarve que trabalha à mesma velocidade no inverno e no verão, onde se inova, onde se cria riqueza e onde há condições para estudar e para viver. Se lá não estivermos, daqui a quatro anos, espero, pelo menos, que as sementes para o futuro já tenham sido plantadas.

Lista do Volt Portugal pelo Algarve

A lista do Volt Portugal pelo círculo de Faro é constituida pelos seguintes candidatos:

Bruno Ribeiro, 41 anos, montador de móveis

Alexandra Jara, 18 anos, estudante

Yannick Schade, 21 anos, operador de call-center

Catarina Soares, 18 anos, prestadora de serviços

Zacarias Pinheiro, 64 anos, reformado

Ângela Estevão, 66 anos, empregada de limpeza

Joel Águeda, 34 anos, pedreiro

Sandra Rodrigues, 35 anos, embaladora

Ricardo Ribeiro, 41 anos, chefe de equipa

Kristina Golodniuk, 20 anos, estudante

Rafael Silva, 22 anos, estudante

Nota: O jornal diariOnline Região Sul endereçou um conjunto de questões a todas as forças políticas que se apresentam às eleições legislativas, pelo círculo de Faro. Os artigos são publicados durante o período de campanha eleitoral (com exceção das forças políticas que não responderam em tempo útil).

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