Enfermeira prepara uma dose da vacina contra a covid-19 num hospital em Lyon (França). EFE/EPA/OLIVIER CHASSIGNOLE

Várias doses de vacinas num curto espaço de tempo não é sustentável – EMA

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outros reguladores internacionais reiteraram esta sexta-feira que a administração de várias doses de vacinas contra a covid "a intervalos curtos não é um enfoque sustentável" a longo prazo.

Estes organismos consideram, no entanto, que "é cada vez mais clara a necessidade" de administrar injeções de reforço para estender a proteção das vacinas contra a covid-19, lê-se na notícia hoje (21) avançada pela Agência Efe, informando que estas ideias fazem parte de um relatório publicado esta sexta-feira sobre as conclusões de um encontro celebrado na semana passada de reguladores de fármacos de diferentes regiões, copresidido pela EMA e a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

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No documento, segundo a Efe, as agências pediram para "desenvolver uma estratégia a longo prazo" sobre os tipos de vacinas necessárias para gerir a Covid-19 no futuro.

"Ao analisar possíveis enfoques de vacinação contra a Ómicron e outras variantes do vírus, os participantes na reunião acordaram que a administração de múltiplas doses de reforço a intervalos curtos não é um enfoque sustentável a longo prazo", acrescentam.

Os participantes incluíram especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Comissão Europeia, África do Sul e Israel, entre outros países, que reconheceram que as vacinas oferecem menos proteção contra o contágio e a covid-19 leve, mas são eficazes contra a hospitalização e a doença grave com a Ómicron, especialmente depois da dose de reforço.

"É cada vez mais claro que é necessário uma dose de reforço para estender a proteção da vacina", consideram.

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O debate sobre a estratégia a longo prazo é "um debate global em curso", reconhece a EMA, que sublinha que esta discussão "encontra-se na encruzilhada da ciência, da política pública e da saúde pública", e precisará de coordenação entre as autoridades de saúde pública em todos os níveis.

A notícia da agência Efe, diz-nos também que sobre a composição das vacinas atualizadas, os reguladores de medicamentos pedem à comunidade científica internacional e às farmacêuticas que "procurem enfoques alternativos às vacinas monovalentes", explorando a viabilidade de desenvolver vacinas bivalentes ou polivalentes que possam neutralizar outras variantes de interesse no futuro.

De qualquer forma, enfatizam que qualquer vacina com uma composição adaptada deve ser submetida a estudos clínicos para certificar a sua segurança, qualidade e eficácia antes do seu uso ser aprovado para campanhas de vacinação.

"Estes estudos devem estar desenhados para demonstrar que a resposta imunitária, medida como anticorpos neutralizantes, gerada pela vacina atualizada é superior à conseguida com as vacinas atuais. A capacidade das vacinas atualizadas para neutralizar de forma cruzada outras variantes de interesse seria uma característica adicional", acrescentam.

Marco Cavaleri, chefe de Estratégia de Vacinação, advertiu na terça-feira que se no futuro é necessário voltar a vacinar, pelo menos os grupos de risco, o reforço poderia ser oferecido com a chegada do frio, como já acontece com a da gripe, porque "isto aumentaria a resposta de anticorpos quando mais precisamos”, ao contrário das doses consecutivas.

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"A administração repetida de reforços com vários intervalos de tempo curtos poderá reduzir o nível de anticorpos que podem ser produzidos em cada administração, já que o nosso sistema imunitário precisa de uma verdadeira quantidade de tempo para mostrar a resposta ao antigénio que lhe é apresentado. Isto, potencialmente, poderá levar a vacinação a ser menos eficaz ao longo do tempo", detalhou concluindo.

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