António Costa (d) durante a campanha em Beja. EFE/EPA/MIGUEL A. LOPES

António Costa: “Os portugueses não gostam de maiorias”

E se perder irá deixar o Governo "sem rancor algum, porque faz parte da vida democrática"

O primeiro-ministro de Portugal e candidato do Partido Socialista (PS) às legislativas do próximo dia 30, António Costa, admitiu esta terça-feira (25) que não é provável haver um Governo com maioria absoluta porque "os portugueses não gostam".

A notícia avançada pela Agência Efe, que aqui se reproduz, refere o que ressaltou o líder socialista numa entrevista com a emissora pública Antena 1, ao dizer que o importante é "dar estabilidade aos portugueses" para evitar "crises" de Governo.

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"Sempre achei que os portugueses não gostam de maiorias", reconheceu Costa durante a entrevista, que caiu nas sondagens depois de pedir maioria absoluta para o PS na campanha.

As últimas sondagens confirmam que os socialistas se mantêm como favoritos, mas o PSD (conservador), que há três meses estava a 10 pontos, encurta distâncias.

"Se nos dão a vitória sem maioria (absoluta), vou construir soluções", afirmou, mas evitou antecipar se é possível uma nova "geringonça" com a esquerda: "Não é o momento de especulações", disse.

Neste sentido, recordou que "há que perguntar aos outros se estão dispostos para negociar", já que não apoiaram o Orçamento.

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Costa referia-se assim à rutura da "geringonça", a aliança do PS com o Bloco de Esquerda (BE) e os comunistas que o levou ao Governo em 2015.

Depois das legislativas de 2019, seundo escreve a Agência Efe, que Costa ganhou com maioria simples, a aliança terminou e os socialistas não conseguiram levar em frente o Orçamento de 2022, o que levou à marcação de eleições.

A líder do BE, Catarina Martins, convidou nos últimos dias o PS a "trabalhar numa agenda de medidas e metas" para a legislatura que se avizinha.

Costa, que durante a campanha dissipou rumores sobre o seu possível abandono da política local para ocupar um cargo em Bruxelas, ressaltou esta terça-feira que se perder irá deixar o Governo "sem rancor algum, porque faz parte da vida democrática".

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