"Aristides a lápis", por Carlota Rosa (11º ano)

Alunos de Faro assinalam memória das vítimas do Holocausto

Os alunos do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, em Faro, estão a realizar iniciativas para assinalar a data da libertação do campo de concentração e de extermínio de Auschwitz-Birkenau.

O projeto « Nunca Esquecer o Holocausto - O olhar dos alunos do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira», no âmbito do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (27 de janeiro), envolve turmas dos cursos de Línguas e Humanidades, Artes Visuais, Artístico Especializado de Design da Comunicação e PIEF, da Escola Secundária do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, e de História e Cidadania e Desenvolvimento do 3.º ciclo do ensino básico, da Escola EB 2,3 Dr. Joaquim Magalhães, com a participação de professores de várias disciplinas, nomeadamente História, História da Cultura e das Artes, Português, Desenho, Aplicações Informáticas, Psicologia, Sociologia, Desenho, Educação Física e Cidadania e Desenvolvimento.

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A iniciativa teve início com a palestra online «Anti-semitismo, Holocausto e tempo presente», proferida pelo professor Avelãs Nunes, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a que se irão seguir outras iniciativas criadas pelos alunos.

Agenda com várias ações

Está agendada a visualização e debates de filmes e de documentários, como «Aristides de Sousa Mendes – o cônsul de Bordéus», de João Correa e Francisco Manso, «Last Days», de Steven Spielberg, «Um dia em Auschwitz» e «Mulher de Ouro»; a divulgação de textos poéticos e musicados e de biografias de Maurice Epstein, um judeu português; a exposição de cartazes, desenhos, pinturas e textos que assinalam a memória das vítimas do Holocausto; e a exposição de obras plásticas de momentos da vida e obra de Aristides de Sousa Mendes em diversas correntes artísticas.

Os trabalhos serão expostos na Escola Secundária Tomás Cabreira e na Escola EB 2,3 Dr. Joaquim Magalhães ao longo do ano e divulgados no site e redes sociais do Agrupamento.

O projeto «Nunca Esquecer o Holocausto» pretende “desenvolver aprendizagens e competências de sensibilização e de consciencialização dos direitos humanos, valorização da dignidade humana, defesa de uma sociedade democrática e inclusiva e não permitir que, volvidos 77 anos, a memória do Holocausto se extinga nem se esqueçam os perigos que resultam da intolerância, racismo, xenofobia, discriminação e ódio”, refere o agrupamento escolar.

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Poemas de alunos

Foi assim que ocorreu há Tempos atrás

O homem tem em si tanta crueldade

Não sabe fazer nada se não o mal

Perdeu o significado de Humanidade

Provocando um caos abismal

Vidas tiradas a sangue frio

Ou então em camaras de gás

Num lugar onde tudo era sombrio

Ocorreu assim há tempos atrás

Milhões perderam suas batalhas

Nos campos onde a crueldade reinava

Atrás daquelas grandes muralhas

Que aquele tirano dominava

Nestes sítios tudo era forçado

No qual tudo era contra a vontade

Onde estar mais um dia acordado

Era o único motivo de felicidade

Pessoas agarradas à sua crença

Acreditavam de que tudo era capaz

Deste modo não morria a esperança

E foi assim que ocorreu há tempos atrás

Ana Zlatov e Carolina Marques, 12.º ano

Nunca esquecer o Holocausto

I

Um longo suspiro

E tudo ruía.

Ruínas de memórias atravessadas

Torturas, avarezas condenadas.

Num interminável silêncio

Tudo se ouvia.

Aqueles que gritavam

Aqueles que não acudiam.

II

Sacos sacudidos

Já sem nada por dentro,

Porque por dentro

Já haviam sido levados.

Levados com o sol, a neve, o vento,

Permaneciam sem alento.

Morenos de olhos escuros,

O nariz peculiar.

Porque os haviam de condenar?

III

Cobertos de sujidade,

nem tinham onde se lavar.

Arrastados para a morte

Onde não havia luz.

Aqueles cantos imundos

Onde só o terror impera.

Permanece o terror

Nesses segundos

Passados, vagarosos

Para quem lá desabava.

IV

Arrepios!

São de frio, são de pavor

O desdém dos puros

Sem preocupações, desumanos

Pelo ódio, pela raiva

Já cá não estão os que vós repudiais.

Sob um nevoeiro

Tudo se desvanecia

Nada se perdia

Porque nada era tudo o que tinham.

Pisava o chão enojado

De horrores,

Pés ensanguentados, pintados de

encarnado

Que veria depois?

Que sentiria?

Somente uma fumaça,

Dali não sairia.

Margarida Coimbra, 12º ano

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