Foto: REUTERS / Pedro Nunes

Portugal vai lançar o maior parque solar flutuante da Europa

Construída pela Electricidade de Portugal (EDP), principal empresa de serviços públicos do país, no maior lago artificial da Europa Ocidental, a brilhante ilha flutuante faz parte do plano de Portugal para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, cujos preços subiram desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Abençoado por longas horas de sol e ventos do Atlântico, como descreve a Reuters na sua notícia, Portugal acelerou a sua mudança para as energias renováveis. Mas, embora o país quase não use hidrocarbonetos russos, as suas centrais a gás ainda sentem o aperto dos preços crescentes dos combustíveis.

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Dois rebocadores transportaram 12.000 painéis solares, do tamanho de quatro campos de futebol, para a sua ancoragem no reservatório do Alqueva, em preparação para iniciar o maior parque solar flutuante da Europa em julho.

Miguel Patena, diretor do grupo EDP responsável pelo projeto solar, disse na quinta-feira quando os rebocadores colocaram os painéis em posição, que a eletricidade produzida a partir do parque flutuante, com capacidade instalada de 5 megawatts (MW), custaria um terço da produzida a partir de uma central a gás.

Os painéis da albufeira do Alqueva, que é utilizado para gerar energia hídrica, produziriam 7,5 gigawatt/hora (GWh) de eletricidade por ano, e seriam complementados por baterias de lítio para armazenar 2 GWh.

Os painéis solares vão abastecer 1.500 famílias com energia ou um terço das necessidades das cidades vizinhas de Moura e Portel.

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Este projeto é o maior parque solar flutuante em uma hidrelétrica na Europa, é uma referência muito boa”, disse Patena.

Painéis solares montados em pontões em lagos ou no mar foram instalados em vários lugares, da Califórnia a lagoas industriais poluídas na China, na luta para reduzir as emissões de CO2.

Os painéis flutuantes, de acordo com a notícia avançada pela Reuters, não requerem imóveis valiosos e aqueles em reservatórios usados ​​para energia hidroelétrica são particularmente económicos, pois podem conectar-se a ligações existentes da rede elétrica. O excesso de energia gerada em dias ensolarados pode servir para bombear água para o lago a fim de ser armazenada para uso em dias nublados ou à noite.

Ana Paula Marques, administradora executiva da EDP, disse que a guerra na Ucrânia mostrou a necessidade de acelerar a transição para as energias renováveis.

Adiantou que o projeto do Alqueva enquadra-se na estratégia da EDP de “ser 100% verde até 2030”, com a energia hídrica e outras renováveis ​​a representarem agora 78% dos 25,6 GW de capacidade instalada da EDP.

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Em 2017, a EDP instalou um projeto piloto solar, flutuante, com 840 painéis na barragem do Alto Rabagão, o primeiro na Europa a testar como a energia hídrica e solar se podem complementar.

A EDP já tem planos de expansão do projeto Alqueva. Assegurou em abril o direito de construir um segundo parque flutuante com 70 MW de capacidade instalada.

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