CNN: João Rendeiro encontrado morto na prisão

Morte está a ser investigada pelas autoridades locais. Ex-banqueiro estava detido na cadeia de Westville, em Durban

João Rendeiro foi encontrado morto nas últimas horas dentro da cela na prisão onde se encontrava na África do Sul, sabe a CNN Portugal. 

Henrique Machado, editor de sociedade da CNN Portugal, atualizou esta notícia às 10h24, realçando que a advogada de João Rendeiro, June Marks, disse à Agência Lusa que se tratou de suicídio, no entanto as circunstâncias da morte ainda estão sob investigação das autoridades locais, na cadeia de Westville, em Durban.

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O antigo banqueiro, que foi capturado em 11 de dezembro do ano passado naquele país, depois de ter fugido de Portugal para não cumprir pena no processo BPP, encontrava-se ali preso há seis meses enquanto se opunha ao pedido de extradição. Estava numa cela de 80 metros quadrados com cerca de 50 reclusos.

Contactado pela CNN Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) garante que, logo após ter tomado “conhecimento formal” do óbito do antigo presidente do BPP, a rede diplomática e consular portuguesa na África do Sul começou "a acompanhar a situação e em contacto com as autoridades sul-africanas”, de forma a “procurar mais informações” sobre o caso.

O Ministério garante ainda que “como em qualquer situação que envolve um cidadão nacional”, vai ser prestado o habitual apoio prestado nestas circunstâncias. 

De acordo com o site oficial do MNE, sempre que um cidadão português morre em território estrangeiros, é preciso transcrever o óbito para a ordem jurídica portuguesa, para que essa morte do cidadão produza efeitos jurídicos sucessórios. O consulado português presta apoio administrativo para tratar deste processo. 

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A CNN Portugal confirmou que a advogada June Marks ia deixar de representar João Rendeiro, que iria ser presente hoje a tribunal para atribuição de um novo advogado.

A 17 de dezembro, Rendeiro viu-lhe ser a medida de coação mais gravosa e ficou em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Westville. O Tribunal de Verulam recusou o pedido de caução de João Rendeiro, que se propôs a pagar 2.200 euros para ficar em liberdade até ao julgamento.

O antigo presidente do BPP foi condenado pela Justiça portuguesa em três processos distintos relacionados com o colapso do banco, um deles já transitado em julgado, tendo o tribunal dado como provado que retirou daquela instituição 13,61 milhões de euros.

João Rendeiro foi ainda condenado a 10 anos de prisão num segundo processo e a mais três anos e seis meses num terceiro processo, sendo que estas duas sentenças não transitaram em julgado.

O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas ao Estado, que começaram por ser de 450 milhões, dos quais o Estado já recuperou cerca de 400 milhões.

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Na quarta-feira, fonte ligada ao processo adiantou à agência Lusa que Maria de Jesus Rendeiro, mulher do ex-banqueiro João Rendeiro, vai permanecer em prisão domiciliária com pulseira eletrónica por mais três meses. Maria de Jesus Rendeiro viu, assim, prolongada a medida de coação aplicada em novembro de 2021, por suspeitas de crime de descaminho de obras de arte da coleção do seu marido, das quais era fiel depositária.

Como obter ajuda: Em Portugal, contacte o Serviço de Saúde Mental do Hospital da sua região – Adultos, Infância e Adolescência. A linha SNS24 (808 242424 e www.sns24.gov.pt) e o 112 também estão disponíveis. Entre em contacto através das Linhas de Crise e da Linha de Aconselhamento Psicológico. Para mais informações, consulte o Plano Nacional de Prevenção do Suicídio.

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